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Viagem pelo Estreito Tiragarde - Parte 1

Uma viagem por um dos locais de Kul Tiras, de World of Warcraft: Battle for Azeroth

Olá, aqui é Silverblade, ex-pirata, explorador, aventureiro e aprendiz de guia turístico. Hoje vou revisitar alguns lugares por onde andei, mais especificamente na região do Estreito Tiragarde, em Kul Tiraz, onde está localizada a cidade de Boralus, Angra do Facão, Rancho Kennings, o Resort das Fontes Gasosas e o Portão de Daelin. Vou vivenciar minhas lembranças e comentar sobre minhas passagens por estes locais. Antes, porém, precisei passar na barbearia e colocar uma roupa mais atrativa para ser um explorador turístico (estou aprendendo alguns truques com o empreendedor do Resort das Fontes Gasosas, o gnomo Gisberto Chispabroca).

Aparei o cabelo e a barba, coloquei um sorriso no rosto e uma camisa bonita. Confesso que não gosto de ir para Boralus, com suas ruas muito movimentadas e também porque a casa da Catarina Morgana, vulgo Maluca dos Gatos, sempre me atrai como o canto das sirenas. Como montaria decidi usar o Garn Uivo Noturno.

O primeiro lugar que decidi revisitar foi os arredores do Porto da Ponte, onde desmantelei uma quadrilha grimpagris que explorava trabalho infantil. Lembro que enquanto eu ajudava as crianças na fuga, elas diziam gostar dos tortollanos e perguntavam se eu tinha escorbuto. Certo, não é considerado ponto turístico, mas eu precisava verificar como estavam as coisas por ali.

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Verificado. Sem mais trabalho infantil nos arredores de Porto da Ponte

Segunda parada foi o Rancho Kennings, onde tirei férias de minha vida de campeão da Aliança. Descansar o corpo e a mente é sempre importante. Ali trabalhei com caçadores que levavam uma vida simples, mas nem tudo foi flores. Havia ali perto uma atividade de mineração que despertava forças caóticas do subterrâneo de Azeroth. Lembro também que alguns pobres caçadores foram assassinados e que precisei investigar. Para minha surpresa, a besta assassina era um Yeti, um Pé Grande das Neves. Pois é, um campeão da Azeroth não consegue tirar férias tranquilas plenamente. E sempre é bom tomar cuidado, pois os cervos, ursos e lobos podiam atacar em bando. Precisei usar das minhas artimanhas ladinas para despistá-los.

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Bela paisagem na região do Rancho Kennings

Do Rancho Kennings, decidi ir para o Pontal do Náufrago, atraído pelo canto das sirenas, é verdade. No caminho, não havia mais os lagartos gigantes que atacaram o bêbado do Filinto Belvento, quando mais uma vez tive que salvá-lo (Mathias Shaw me deve mais umas moedas de ouro, hein).

As sirenas e seus cantos causam vários naufrágios ao desestabilizar as mentes dos marujos e das marinheiras. Para mim, me causa uma sensação agradável e misteriosa, semelhante ao cântico fúnebre que se pode ouvir quando se está próximo ao memorial de Varian Wrynn, em Ventobravo. Depois de passar pelo Pontal do Náufrago e ouvir o canto das sirenas, fui para Angra do Facão. Minha teoria era de que antigamente o lugar chamava-se Angra do FALCÃO, mas de tanto beberem rum e falarem com dificuldade, os piratas começaram a chamar de Angra do FACÃO mesmo, entre uma briga e outra de taverna. É um bom lugar para bater carteiras… quer dizer, encontrar velhos colegas. Sempre se pode encontrar coisas estranhas neste lugar, como um druida transformado em urso e viciado em matar cães e em esfolar suas peles (devo avisar o DruiPA?).

Tomei cerveja com Venrik e fui dizer um aló para Rodrigo, que me emprestou um papagaio gigante para voltar ao Rancho Kennings, de onde fui para o belo e misterioso Resort das Fontes Gasosas (aí, Gisberto, ouro pela publicidade). Podem até dizer que os vulperas são umas gracinhas, mas quase nada é tão bonitinho quanto os jovens guias gnomos do resort.

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Guias gnomos do intrigante resort

Lembro que ali fotografei a vida selvagem e que também fui atacado por manadas e alcateias. Fotografei também as fontes termais e os gêisers. Gisberto Chispabroca tinha uma ideia estranha para atrair turistas, que envolvia experimentos com galinhas – experimentos estes que eu não entendi direito – e algum tipo de tecnologia gnômica (DruiPA, precisamos de você… até certo ponto, pois vamos falar um pouquinho de batalha de mascotes).

O Estreito Tiragarde também é lar dos carunchos gigantes, de alguns tipos sapos e de caranguejos. Queria encontrar criaturinhas elementais e mecânicas, mas não encontrei. Também não encontrei sítios arqueológicos. Para os botânicos ou herboristas, há sempre a flor Beijo-do-Inverno e Broto do Rio para colher. Para os mineradores sempre há depósitos de Monelita.

Por fim, retornei a Colina da Vigília, lugar onde salvei o gato ou a gata Coçadinha de um incêndio, enquanto os piratas atacavam o Portão de Daelin. Ali também conheci melhor Taelia, enquanto Filinto se recuperava da bebedeira e das agressões sofridas. Infelizmente, tenho ouvido boatos de uma aproximação entre Taelia e um certo príncipe loiro (o que me faz ter vontade de voltar para os Défias). Se for verdade que Taelia se tornará noiva de Anduin, então vou me recuperar marcando uma rodada de cerveja com Tess, Filinto e Lilian Voss na Taverna do Fim do Mundo.

E aí, pra onde devo viajar, Ulduan, conversar com a misteriosa Sara? Ou Covil Asa Negra, para transpassar o difícil primeiro obstáculo? Ou Cerro Oeste e rever os ex-colegas Défias?

Daniel Vilela, jogador de World of Warcraft e Hearthstone. Historiador e apaixonado por literatura. Autor de livros de ficção e de não ficção.